Nesta narrativa somos conduzidos por uma viagem às memórias de uma geração marcada pelo trabalho árduo, pela escola, pela família, pela pobreza e pela Guerra Colonial — um retrato do país que fomos e que continua vivo nas recordações dos mais velhos.
Apesar da dureza extrema da realidade que evoca, o espectáculo encerra uma profunda mensagem de esperança e redenção, revelando o poder transformador da literatura e os horizontes que o conhecimento é capaz de abrir. A pastora, que aqui partilha episódios da sua infância e juventude, recusa aceitar o destino que lhe parecia inevitável. É nos livros que encontra os interlocutores que a acompanham, lhe dão voz e lhe permitem sobreviver.
Texto e Encenação: Gisela Cañamero a partir de entrevistas a mulheres nascidas nos anos 40 e 50 oriundas do Alentejo rural.
Interpretação: Luzia Paramés
Luz e sonoplastia: José Manhita
Figurino: Alice Rolo
Fotografias: Rafael del Rio
Residência: Centro Unesco, Beja
Financiamento: CIMBAL, Câmara Municipal de Beja, Câmara Municipal de Almada
Apoio: Pax Julia Teatro Municipal
Co-produção: arte pública
M/6
Estreia Março 2019 Biblioteca Municipal José Saramago, Beja