Num exclusivo clube de ténis – Clube de Campo do Vale de Cerejas, numa alusão ao clássico O Cerejal, de Tchekhov – um grupo de prostitutas chega de Rolls Royce e invade os cortes. Os directores reúnem-se para resolver o problema, mas são incapazes de chegar a acordo sobre como lidar com as mulheres.
A peça explora temas de classe, poder e sexualidade: enquanto os homens lutam para manter o controlo da situação, as mulheres afirmam a sua própria agenda.
“Alguma coisa está errada aqui! E eu quero saber que raio é!”, exclama o protagonista.
Esta fala expõe o dilema que enfrentam todas as personagens de Kopit: elas vivem, como nós, num mundo caótico, e procuram, como nós, uma interpretação que satisfaça a sua necessidade de estabilidade. A ponte entre estes homens de classe alta e as invasoras (“the hoi polloi”, na expressão de um deles) é feita por Duncan, o mordomo, que representa dois outros segmentos marginalizados: a classe dos servos e (por insinuação) a população homossexual. A peça explora o humor negro, a sátira dos costumes, o terrorismo verbal.
Dramaturgia e encenação: Luzia Paramés
Intérpretes: Álvaro Faria, César Melo, Diogo Graça Fouto, Fernando Rebelo, Jaime Soares, Yoann Auboyneau
Vídeos promocionais: César Melo, André Paramés
Apoio à produção: Sofia Bravo
Desenho de luz e som: Sandro Esperança
Fotos: Maria Lázaro
Co-produção: Associação Gandaia
Acolhimento: Companhia de Teatro Extremo
Apoio: Fundação GDA e Câmara Municipal de Almada
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Estreia Fevereiro 2024 Teatro Estúdio António Assunção